terça-feira, 29 de abril de 2014

Resenha: A Menina que Roubava Livros



Todo mundo já ouviu falar do nazismo, da Segunda Guerra Mundial, do holocausto, do sofrimento dos judeus e de tantas outras coisas horríveis daquele período negro da história da humanidade, e geralmente as pessoas estão divididas entre os que odeiam tudo isso e os que ignoram tudo isso. Ler uma obra ou assistir um filme sobre o assunto é deprimente e sofrível, mas isso não acontece com esse livro. Tá, concordo que nada que está relacionado ao nazismo pode ser fofo, mas A Menina que Roubava Livros ultrapassa os limites da história. É uma forma original de escrever sobre um tema batido. É retratada do ponto de vista da Morte, algo que ninguém faria. E sabe o que é mais impressionante de tudo isso? O autor consegue responder àquela pergunta que não quer calar, mas que ninguém consegue responder: “por que ninguém fez algo pra parar aquela maluquice toda?” Porque ninguém podia. Fala também do artifício de Hitler para conseguir aliados: as palavras. Se formos pensar bem, ele não precisou atirar. Não disparou uma bala, não guiou nenhum tanque. O que ele fazia? Convencia as massas. O “trabalho sujo” ficou por conta de seus seguidores, ao passo que a lavagem cerebral foi a parte mais fácil. O livro se alia a história para nos mostrar que ele só se aproveitou do momento certo para convencer os alemães a se rebelarem. Não acredita? Leia A Menina que Roubava Livros e, se tiver tempo, assista ao filme A Onda (2008). É inacreditável como as palavras abrem portas e, quando usadas como Hitler usou, acabam abrindo as portas erradas.

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